Link direto do disco: http://callback.terra.com.br/marcelocamelo/baixar.html
29.8.08
Dicas marotas
Link direto do disco: http://callback.terra.com.br/marcelocamelo/baixar.html
27.8.08
Politics'n'Roll
Nas eleições que estão de avizinhando a polarização está clara, com a massa roqueira que importa apoiando expressamente Barack Obama. Em uma série de festivais entitulados Rock for Obama vários e vários artistas colocaram suas canções a serviço do democrata: Wilco, Arcade Fire, Yo La Tengo, Superchunk, Cool Kids etc.
Faz parte do jogo, não? É quase um clichê, inclusive. Pouco importa se, na prática, Obama é tão (ou até mais) conservador que McCain. Obama tem o carisma de um progressista, e isso atrai, imediatamente, a massa roqueira.
Na verdade, isso deixa claro que, desde que o rock se tornou "sério", lá nos anos 60, o discurso político mudou pouco. Dá para perceber perfeitamente que Obama encarna esse espírito supostamente contestador, com discursos que têm certa simetria com canções de Neil Young ou qualquer outro intérprete do gênero.
Mas, no fim, tudo não deixa de ser um tanto ridículo, já que não há mais uma fração aquela rebeldia sessentista. Faz tudo parte do establishment.
Tanto faz apoiar um candidato ou outro: qualquer opção é uma grande caretice.
25.8.08
Mudhoney
Detalhes aqui, ó: http://festivalcontato.blogspot.com/
Se existisse um estilo alternativo-roots...
22.8.08
Fofoquitas
THE TWELVES
2 HEARTS - 12s remix
COLDPLAY
THE LAST SHADOW PUPPETS
ORQUESTRA LUNAR
http://www.myspace.com/orquestralunar
20.8.08
Brasil
Não ouvi - e nem pretendo – o novo disco do Caetano Veloso. Creio que a música pop é uma das poucas formas de arte que permite uma erudição rápida e, de posse dessa erudição conquistada por vários anos perdendo boa parte do meu tempo com música, me dou ao direito de ser preconceituoso com um disco de rock do Caetano.
Qualquer um sabe que Caetano mudou os rumos da MPB nos anos 60. Mas alguém realmente acha que pode me convencer que um sujeito que nunca teve uma sonoridade realmente rock’n’roll vai, depois dos 60 anos, virar um roqueiro?
Se nem o Neil Young está mais agüentando o tranco...
Eu tentei, vocês viram: defendi a Mallu Magalhães como pude. Mas desisti ontem quando vi que a garota, mesmo sem discos lançados, foi indicada a vários prêmios no VMB 2008. É uma empulhação, lógico. Concordaria com um modesto Artista Revelação. Mas, Artista do Ano? Com base em quê? E aquela indicação para Show do Ano então? Tá, a menina faz shows bonitinhos, e aquela (aparência) de ingenuidade é algo espetacular. Mas, meio cedo essa indicação para alguém que fez, sei lá, 20 shows...
Contudo, não me surpreendo com isso. A MTV tem essa tradição de tentar empurrar artistas güela abaixo do público. Cachorro Grande não sai da programação há anos. O tal do Daniel Belleza até hoje participa do Rock Gol, mesmo não tendo vendido mais de 35 cópias de qualquer disco. Isso sem falar no Rock Rocket...
Mas deviam aprender que o público não é idiota e que ninguém cai tão facilmente em um conto do vigário. O tal do Daniel Belleza é a prova viva disso...
João Gilberto está (em troca de R$ 2 milhões) gentilmente tocando novamente no Brasil após 5 anos. Todos estão elogiando o show. O que me espanta é a tolerância que têm em relação à chatice, aos faniquitos e aos atrasos colossais de João Gilberto.
Por muito menos, um sujeito como Bob Dylan seria massacrado pela mídia brasileira.
18.8.08
O mundo é um moinho...
http://www.myspace.com/chriscornell
15.8.08
Admirável mundo novo
E, desde o começo, as gravadoras estão esperneando. Afinal, as vendas de CDs realmente tendem a cair drasticamente neste cenário. Claro que a coisa não é tão apocalíptica assim, já que, só em 2006, a indústria vendeu US$ 2 bilhões em música digital, cifra que cresce a cada ano.
Mas, o que importa aqui é que salientar a modificação causada por esse novo cenário na forma de consumo de música, fenômeno que Chris Anderson, editor da Wired, chamou de The Long Tail.
De modo sintético, poderíamos dizer que a tal Cauda Longa se refere ao fato de que, no mundo virtual, boa parte dos custos envolvidos na produção, distribuição e alocação de produtos para entretenimento são baixíssimos. Além disso, esses custos para um hit ou para um produto menos popular são os mesmos: não há mais a preocupação do lojista em não conseguir vender aquele disco do Pavement, o qual poderia estar ocupando o lugar na prateleira de um da Ivete Sangalo. E, com tudo isso ao alcance de um clique, essa massa de produtos que não são hits passaram a constituir uma faixa de mercado maior que a dos hits. É a tal Longa Cauda do gráfico abaixo.
Lá fora essa é uma discussão já meio velha. Mas, aqui no Brasil, será que isso tem algum sentido? Em primeiro lugar, devo deixar de lado o mercado popular, já que nem todos têm acesso a internet ou podem operacionalizar a compra de material virtual. Sobra, então, uma certa “elite” que, de certa maneira, é o alvo do que escrevemos. E, para este público, creio que essa popularização de pequenos nichos funcionaria muito bem. Qualquer um que freqüenta shows de rock alternativo sabe que qualquer barraquinha com CDs das bandas consegue sempre vender alguns discos...
E o interesse desse público em música mais underground talvez impulsionasse a venda virtual de discos fora de catálogo de grandes gravadoras, os quais não encontrariam público que justificasse o lançamento em CD. Afinal, quantas cópias seriam vendidas de um disco de psicodelia brasileira dos anos 60? Definitivamente, os custos de lançamento não seriam cobertos.
Mas, infelizmente, estamos no terceiro mundo. E as idéias do mundo civilizado demoram um pouco para chegar nessas bandas....
7.8.08
Dicas Marotas
Bandinha Dí Dá Dó - Nem só o Slipknot, o Teatro Mágico e o Nx Zero se vestem de palhaços. Pense numa banda formada por 5 clowns profissionais que tocam uma mistura de rock cigano do leste europeu, tango e psicodelia setentista. Óbvio que algo surreal desse tipo só poderia ter vindo da fantástica Porto Alegre. Uma das coisas mais originais e cativantes surgidas recentemente. Ouça "Mania de Tocar" e saia dançando freneticamente!http://www.myspace.com/bandinhadidado
4.8.08
Maximizar
Pra mudar um pouco esse esqueminha borocoxô, vem com tudo essa nova rapaziada que me motivou a escrever esse texto. Confesso que no começo duvidei. Jurei que era hype à la Folha de São Paulo. Mas fui seduzido por essa cambada, cada um no seu estilo mais marcante, mas todos com algo foda em comum: fazem música lá em cima, pra festa, CHEIA de elementos (daí a oposição ao minimalismo), instrumentos, misturas, influências e citações. Sem frescura e sem vergonha. É quase mais rock do que eletrônica; ao mesmo tempo tem muito de funky, de hip-hop, de New Order, de Depeche Mode e de house. Tem muito baixo, muito grave, muito sintetizador, muito remix e muita energia. Rótulos não faltam: disco-punk (2 Many DJs e Soulwax), maximalismo e até o blog house, que já citei em outro post, principalmente devido a nítida influência dos artistas da Ed Bangers Records. Seja lá o nome que for, o troço é bom demais. E espertamente ligado e atualizado com a cena eletrônica européia.
Enquanto aqui eles ainda engatinham em termos de reconhecimento, lá fora já começam a despontar e serem valorizados (grande novidade). A onda levada pelo CSS e principalmente pelo Bonde do Role pode ser uma ponte fantástica pra esse pessoal fazer a vida na Europa. Isso sem falar na presença de Iggor Cavalera, parte da dupla Mix Hell, um dos expoentes da trupe.
Pra entender do que eu to falando, fiz uma seleçãozinha caprichada que você pode conferir no Myspace.
Database - Party People (http://www.myspace.com/databasetrax)
Database - Dance or Die (http://www.myspace.com/databasetrax)
Mix Hell - The Geeks Were Right (http://www.myspace.com/mixhell)
Killer on the Dance Floor - Lost Weekend (http://www.myspace.com/killeronthedancefloorbr)
The Twelves - When You Talk (www.myspace.com/thetwelves)
The Twelves - Ce Jeu - Remix (www.myspace.com/thetwelvesremixes)
Digitaria - Plastic Population (http://www.myspace.com/digitariamusic)
Digitaria - Teen Years (http://www.myspace.com/digitariamusic)
2.8.08
Dicas Marotas
30.7.08
Cineminha

Correndo o risco de soar redundante, abro o post dizendo que a música pop está ligada à cultura pop, assim como o cinema. E as duas formas sempre refletiram muito bem certas, digamos, “conquistas” da juventude – quando não serviram de veículos para essas conquistas.
E falo aqui não de musicais ou biografias de roqueiros, mas sim de filmes que se encontram em consonância com o espírito de certa época e que, juntamente com a música pop, geram uma associação imediata.
Neste sentido o filme “O Selvagem” (1953) remete diretamente ao início do rock’n’roll com sua trama protagonizada por Marlon Brando, cujo personagem lidera uma gangue de motoqueiros, a Black Rebel Motorcycle Club. Com pose de garotos malvados, motos potentes e jaquetas de couro, o bando aterroriza uma tradiconalista cidadezinha americana. Nada mais rock'n'roll.
Já a contracultura dos anos 60, por sua vez, foi muito bem retratada por Michaelangelo Antonioni em “Blow Up” (1966), que além de uma estética sessentista toda colorida, contou com os Yardbirds na trilha sonora. 
Nos anos 90 toda essa ingenuidade foi banida com a produção de peças pop como “Kids” (1995) e “Transpoitting” (1996), que se encontram em perfeita sintonia com o niilismo de um Nirvana ou um Radiohead.
E nos anos 2000, já temos algum desses clássicos pop?
25.7.08
Dicas Marotas
23.7.08
Blog House
Acrecentaria à definição a intensa integração entre a música e os fantásticos videoclipes, talvez os maiores responsáveis pela divulgação do "novo" estilo. Os filminhos do duo francês Justice são obras-primas. Sem exageros, vale pagar o ingresso do Skol Beats pra ver o espetáculo que eles criarão. Quem já viu diz que é inesquecível.
Abaixo uma seleção de canções e vídeos pra você tentar entender esse "movimento".
Justice - DVNO
Justice - D.A.N.C.E
Keedz - Stand on the word
Flairs - Better than Prince
Pacific - Hot Lips
Dance Band - Babymaker
18.7.08
Dicas marotas
Soul on Fire (Spiritualized): um dos grandes nomes do rock alternativo nos anos 90, o Spiritualized retorna com A&E, um álbum altamente lisérgico, na mesma tradição dos anteriores.
Disco novo da Carla Bruni: ela é linda, tem uma voz rouca muito sexy, escreve bem, faz boas melodias e sempre faz discos muito bem produzidos. E, agora, ela é casada com o Presidente deu um chute na bunda de toda a besteira "maio de 1968", o que torna tudo ainda mais cool. Dá para ouvir um pouco do disco novo, Comme si de rien n'était, no site oficial da melhor cantora-primeira-dama do mundo.
16.7.08
Discoteca BIFEcomXUXU - Colossal Youth

Se eu tivesse que traçar a genealogia do indie rock poderia começar com o punk (fazendo honrosas menções aos proto-punks como Lou Reed e Iggy Pop), movimento que trouxe o rock de volta ao básico. Todavia, creio que o movimento que formatou o indie rock como o conhecemos foi o pós-punk, especialmente com pioneiros como Gang of Four, R.E.M., Sonic Youth e companhia. Foi a partir da linguagem desses grupos, que abordaram o punk com uma maior complexidade, que surgiu o college rock e, então, o indie rock.
Neste contexto do nascimento do pós-punk é que entram os galeses do Young Marble Giants, trio composto pelos irmãos Phil e Stuart Moxham e pela vocalista Alison Statton. O grupo, formato no final dos anos 70, logo assinou com a legendária Rough Trade Records, e, após grava um EP e participar de coletâneas do selo, lançou o lendário Colossal Youth em 1980, o qual seria o primeiro e último disco da banda.
Ouvindo o álbum, fica claro que o grupo tinha uma originalidade ímpar: ao invés da barulheira punk rock ou dos excessos da new wave, os Young Marble Giants, fazendo ecoar as influências de artistas como Brian Eno e Kraftwerk, gravaram frágeis canções apenas com acordes estridentes e ocasionais de guitarra, baixo marcante, órgãos e teclados aqui e lá e uma leve bateria eletrônica. Ah, e claro, os doces vocais de Alison Statton.
Esta estética adiantou muito do que seria feito pelo rock alternativo nos anos seguintes: o minimalismo, o clima lo-fi, e as melodias doces que lembram o que se viria a ser chamado de twee.
Disco essencial, portanto, para quem gosta do indie rock de bandas como Pavement, Sebadoh, Guided by Voices e Neutral Milk Hotel, cujo estilo lo-fi já mais bem produzido tem nos Young Marble Giants um legítimo antecessor.

